31 de maio de 2016

Entrevistando um Nacional: Marlon Souza #5

Em cima da hora, eu sei, mas aqui está a entrevista de maio, com o autor Marlon Souza, que publicou seu primeiro livro pela editora Autografia.


 Téo, um jovem carioca aos seus 17 anos descobre que foi infectado pelo vírus HIV, o mesmo causador da AIDS, e tem sua vida mudada por completo, depois de seu aniversário de dezoito anos, ele começa seu tratamento para prevenir que o vírus evolua. A princípio ele pensa que sua vida acabou. Até mesmo seus amigos o abandonaram quando ele decide contar sobre sua nova condição, mas com o apoio de seus pais e de seu amigo João, o único que não o deixou, ele decide que continuará sua o mais normal possível. Entre consultas médicas e suas visitas a Camila, sua psicóloga, Téo inicia seu curso de jornalismo e conhece Ana, de uma maneira inusitada, depois de algumas semanas, eles começam um novo romance, tendo seu primeiro beijo em plano Carnagay, em Cabo Frio. Agora Téo se vê entre o dilema de contar a verdade para Ana e deixar que ela se vá, ou esconder dela seu tão terrível fardo.

1. Para começarmos Marlon, nos conte um pouco sobre seu livro “Às vezes, até se tudo der errado, pode ser bom! ” Porque decidiu escrevê-lo?
O ‘Às vezes’ ´é meu primeiro livro completo escrito. Nele conhecemos a estória de Téo, que é um garoto que está prestes a completar dezoito anos e em determinado momento ele descobre que foi infectado pelo vírus HIV que é o mesmo causador da Aids. Depois da descoberta nós iremos acompanhar sua vida no decorrer de um ano, de suas dúvidas, seus medos, suas inseguranças. E conhecemos Ana, que é uma garota que ele conhece no primeiro dia de aula do seu curso de jornalismo e eles se aproximam de uma maneira inocente e se apaixonam um pelo outro. Então Téo se vê no dilema entre contar ou não sobre sua situação para Ana. Eu decidi escrevê-lo depois que eu conversei com alguns amigos sobre o HIV e eles não sabiam como o vírus é tratado no dia de hoje, como ele pode ser de certa forma ‘contida’ e de um medo particular meu.

2. Qual seu autor favorito? E porquê?
Minha autora preferida é J.K. Rowling. Acho que essa é a resposta mais normal a ser dada nos dias atuais. Mas Harry Potter foi um divisor de águas em minha vida. Eu cresci em um meio não leitor. A não ser minha mãe que lia jornal e a bíblia frequentemente, eu não tinha contatos com nenhuma pessoa leitora. Não sabia que existiam livros para ler por “diversão”, então depois que assisti Harry Potter e a pedra filosofal e eu soube que tinha livros daqueles filmes maravilhosos eu corri atrás e comecei a ler. Então devo muito do que sou a ela. Tanto por ter me tornado um leitor, quanto um escritor. Além das inúmeras mensagens que ela passa com a estória do menino bruxo, como sua própria história de vida. J.K. Rowling me inspira!

3. Qual a melhor parte em ser escritor?
Com certeza escrever! Eu me lembro até hoje a sensação de ter completado meu primeiro livro, de meses trabalhando nele dia após dia e tê-lo terminado. Foi uma sensação única.

4. Qual foi o personagem mais complexo que você já criou?
Acho que o personagem mais complexo que criei de fato foi Téo. Entrar na cabeça de um garoto de dezoito anos que acaba de descobrir que tem uma doença sem cura e que trás certas limitações pelo resto da vida não foi fácil. Precisei fazer várias pesquisas. Trabalhar bastante para não passar algo superficial, fantasioso ou sem fundamento.

5. Como foi quando você contou para sua família e amigos que escrevia e que iria publicar? Como eles reagiram? Quem mais te apoiou?
Isso foi gradativamente. Eu escrevo desde os quinze anos, mas meus textos eram só meus. Um ou outro conto/texto, eu chegava a mostrar para algum amigo. Mas só quando assinei o contrato com a editora do meu primeiro livro, que decidi contar a todos desse meu sonho louco. De lá para cá algumas coisa tem mudado bastante e hoje conto com o apoio de todos. Mesmo alguns ainda pensando que essa é uma total loucura.

6. Qual o conselho que daria para um escritor que está procurando publicar seu primeiro livro?
Não tenha pressa. A publicação é a etapa mais fácil de conseguir nos dias de hoje. Existem ‘n’ tipos de publicação. Desde independentes até as formas tradicionais. O importante é se dedicar à escrita. Tentar melhorar sempre que conseguir. Ler muito, escrever muito.

Pra quem ficou com vontade, você pode comprar o livro diretamente com ele via facebook  - R$35,00 com frete incluso -, para terminar, gostaria de agradecer ao Marlon por ter cedido a entrevista de última hora! Sucesso pra você e pra todos os escritores nacionais sempre. <3 
Comente pelo Facebook

2 comentários:

  1. Parabéns pela entrevista, Flávia.

    O livro parece ser ótimo, contar sobre situações existentes é importante, ainda mais sendo vivenciado por um personagem de pouca experiência na vida. A proposta é ótima.

    Parabenizo também o autor.

    Abraços a todos.

    Léo Otaciano
    MARCAS LITERÁRIAS
    http://leootaciano.blogspot.com.br

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá Léo,
      Obrigada :D

      A proposta do livro do Marlon realmente é ótima e espero que possamos ouvir mais dele por aí.

      Abraços,
      Flávia Duduch

      Excluir